Hackers iranianos dizem ter derrubado site de programa do governo dos EUA


Hackers iranianos dizem ter derrubado site de programa do governo dos EUA

Um site pouco conhecido do governo americano foi o primeiro alvo de hackers iranianos desde o bombardeio que matou o general Qassim Suleimani. A página do FDLP (Depositório Federal do Programa de Bibliotecas, da sigla em inglês), responsável por disponibilizar gratuita e publicamente publicações do governo, teve seu conteúdo original removido e substituído por mensagens pró-Irã neste fim de semana.

Parte do conteúdo publicado contava com uma imagem do rosto de Donald Trump levando um soco na bochecha e sangrando pela boca. No momento da publicação desta matéria, o endereço já estava fora do ar.

Apparent hacking by an #Iran-linked group of a US government website (the little-known Federal Depository Library Program). https://t.co/r47ODmt4Pw} is currently offline. <pic.twitter.com/8dx7EDUZvu. – Steve Herman (@W7VOA) January 5, 2020

À CNN, a porta-voz do DHS (Departamento de Segurança Interna), Sara Sendek, disse que o órgão estava ciente da invasão e da publicação de conteúdo favorável ao Irã e antiamericano.

“Neste momento, não há confirmação de que isso foi a ação de atores patrocinados pelo estado do Irã. O site foi tirado do ar e não está acessível. A CISA (Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura) está monitorando a situação com o FDPL e nossos parceiros federais”, afirmou Sendek.

Embora o site tenha ficado inacessível, uma busca no Google mostrava uma mensagem que ligava os autores da invasão ao Irã: “Em nome de Deus. Hackeado pelo grupo de hackers de cibersegurança do Irã. Isso é apenas uma pequena parte da habilidade cibernética do Irã. Estamos sempre prontos”.

Hackers

Busca no Google mostra mensagem de grupo iraniano que invadiu site governamental americano Imagem: Reprodução

Esse tipo de ação era esperado pelos Estados Unidos e por especialistas da área como uma retaliação à morte de Suleimani. Por meio de seu diretor, a CISA reiterou, na sexta-feira, um alerta de aumento de atividade maliciosa do Irã - e atores relacionados a ele — no ciberespaço.

Desde 2010, quando sofreu um dos mais poderosos ciberataques da história, o Irã esteve associado a outras 36 ofensivas digitais. Nem todas foram pequenas como simples derrubadas de um site governamental desconhecido: em 2012, o malware Shamoon, atribuído aos iranianos, apagou os dados de 35 mil computadores da Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita.

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