Professora de universidade brasileira é eleita membra da Academia Mundial de Ciências


Professora de universidade brasileira é eleita membra da Academia Mundial de Ciências

Nem todo mundo sabe, mas o Brasil tem importantíssimas pesquisas e diversas contribuições para a comunidade científica em âmbito mundial. Nessa semana, a Academia Mundial de Ciência (TWAS) anunciou a entrada 5 pesquisadores brasileiros em seu corpo de associados.

Uma delas é a professora Márcia Barbosa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que comanda pesquisas no Instituo de Física da Universidade. Junto dela, entraram Célia Garcia, professora de biologia molecular, celular e estrutural da Universidade de São Paulo (USP), Luisa Villa, que também faz parte do corpo docente da USP e faz pesquisas na área de sistemas biológicos e organismos.

Professora de universidade brasileira é eleita membra da Academia Mundial de Ciências

Além das três mulheres, somam-se a elas Edson Ticianelli, professor da área de Química da USP e William Savino, coordenador de Estratégias de Integração Nacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Todos os ingressantes fazem parte de instituições de pesquisa e ensino superior público. Os pesquisadores agora ingressarão em uma das principais associações da comunidade científica internacional.

A professora Márcia Barbosa, da UFRGS, é reconhecida por suas pesquisas na área de mobilidade da água e interação com condições extremas de temperatura e pressão, além de sua interação com nanotubos de carbono. Ela já ganhou o prêmio ‘Loreal-Unesco de Mulheres nas Ciências Físicas’ e também o prêmio ‘Cláudia de Ciência’, indicando sua contribuição relevante e, agora, com o ingresso na Academia Mundial de Ciências ganha mais um reconhecimento, sendo uma das principais pesquisadoras do país.

Em entrevista ao Jornal da USP, em novembro desse ano, a professora comentou as dificuldades de ser mulher dentro do meio acadêmico. “A sociedade monta essa ideia de que mulher não é líder, mulher não é inteligente, mulher é esforçada. E esforçada é só parte do grupo inteiro, ela não é a pessoa protagonista do grupo. Aí, em cargos que precisam de protagonismo, a mulher não é enxergada como protagonista”, afirmou.

Professora de universidade brasileira é eleita membra da Academia Mundial de Ciências

Uma das principais motivações da TWAS, localizada em Trieste, na Itália, é o foco em pesquisas de desenvolvimento sustentável para redução dos danos do desenvolvimento econômico ao meio-ambiente. Junto dos pesquisadores brasileiros, outros 36 acadêmicos ingressarão na organização, sendo 33% deles mulheres, maior proporção alcançada na história.

Atrás apenas da China (com 12 membros), o Brasil foi o segundo país que mais ganhou ingressantes nesse ano. Outros países que ganharam representantes foram a Noruega, Índia, África do Sul, Argentina, Bangladesh, Canadá, Egito, Irã, Japão, Quênia, Nepal, Noruega, República da Coreia, Cingapura e Uganda. As informações são da Academia Brasileira de Ciências, filiada à TWAS.

Via Hypeness

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